Poemeto a Maria de Nazaré

Uma pequenina mulher!

Tão humilde tão simples!

Tão pobre tão jovem!

Em Nazaré nasceste.

Nazaré esquecida do mundo,

Excluída por todos.

Exceto pelo Todo Poderoso,

Que dos pequeninos não esquece.

Ele lembrou-se de sua fiel serva.

Ao Anjo pede que Lhe traga a resposta.

Embora Todo Poderoso, esperou,

O que ao Anjo encomendou.

Ao ser visitada pelo angélico ser,

Recebe o projeto divino com espanto.

Embaraçada com a proposta,

Questiona ao anjo como era possível:

Ser mãe sem marido era suicídio!

Mas a Deus tudo é possível, lembra-lhe o mensageiro celestial.

Ao saber que o Espírito estaria consigo,

Ao noivo não consultou,

Ele que tivesse fé e acreditasse,

No que em sonho se revelasse.

Entrega-se plenamente, de confiança toda inteira.

Declara a resposta que todo o Céu espera,

Para alegria do Pai seu sim foi o que nos libertou.

O Sim salvador deu início à derradeira aliança,

Preparou-a para seu plano final de salvação total.

É hora de realizar Seu sonho tão sonhado.

Desde Adão caído, novo Adão é querido.

Eva da separação, agora Eva toda missão de salvação.

Ao Espírito se entrega em total sujeição.

Como terra virgem que nunca recebeu semente,

Germina a nova vida, novo Homem que será caminho da Salvação.

A filha da estéril será a mãe do Criador.

Como de seu costume, põe-se a serviço de seu Senhor.

Visita sua parenta em longínqua terra,

Ao se ver favorecida por tão nobre mulher,

Reconhece a preferida do Criador e declara: “bendita entre as mulheres”.

E assim será, pois todas as gerações a chamarão de “bem-aventurada”.

A serva humilhada deu à luz a Luz,

Que ilumina todo o Universo,

Faz arder  o Coração,

Enobrece o humilde, derruba os poderosos.

Ao coração orgulhoso mostrou o Coração Misericordioso.

Mais uma vez o Todo Poderoso mostra que se lembra da Aliança.

Que fizera aos antepassados, cumpre-a mesmo com ela rompida,

Por sua criatura que se queria criador.

Por ordem imperial vai à cidade do Pão,

É preciso ser registrada entre o povo,

Para o poder temporal ela é somente um número,

Para os que tem fé, é a escolhida.

Está próximo o evento, o rebento não pode mais esperar,

Manjedoura foi o berço sagrado,  palhas dos animais o aqueceu.

Assim foi o lugar,

Que acolheu o frágil menino que haveria de nos libertar,

Ela não se importou com tão pobre lugar.

Assim precisava ser,

Porque luxo o messias não queria ter,

Pobres pastores, gente do povo, são os primeiros a lhe venerar.

Glória a Deus, a Paz será fruto da justiça.

Justiça tão esperada, desde que o fruto proibido,

Fora mordido.

Mestres do longínquo Oriente vem lhe saudar.

Ahh!! Enganava-se o futuro discípulo ao questionar “algo de bom teria em Nazaré?”.

Pois por falta de um BOM vieram duas maravilhas,

Mãe e Filho de Nazaré vieram,

Para anunciar ao mundo uma vida plena.

Porém, velha inimiga, ronda-lhe o divino rebento.

O anjo amigo avisa,

Sagrada família foge para terra pagã.

Passado o perigo, retornam à pequenina Nazaré.

Modelo de discípula missionária,

Ele deu a vida toda por amor.

Ela se entregou inteira ao Amor.

Fez do Amor a sua vida.

Nunca esqueceu sua origem.

Nunca soube para onde o Amor a conduziria,

Só sabia que o caminho era segui-Lo,

Só sabia ao Caminho indicar.

Pede que façamos tudo o que Ele disser:

Mesmo refugiada em  terra estranha,

Mesmo com a espada a transpassá-la,

Mesmo que de coração aflito não o encontra entre os seus,

Mesmo quando o procura entre as casas Ele “indaga que é minha mãe?”.

Mesmo quando vê sangue de seu sangue vertendo do madeiro,

De pé fica, pois seu coração de fé é repleto.

Sabe que não é o fim,

Sabe da fidelidade de seu Senhor,

Sabe que algo maior virá,

Sabe da inimaginável novidade para todos,

Sabe qual o momento, pois guardara tudo no seu coração,

Sabe que é questão de tempo,

Sabe que esperança não é esperar,

Apenas três dias, nem mais nem menos,

Para a Glória se manifestar, e  todos de fé, reconhecerão o Amor do Pai.

O sepulcro não visitará, pois tem a certeza de que vazio está.

Por fim, sem ser o final,

Seu Divino Esposo novamente a encobriu,

Chega como vento impetuoso, é fogo que cobre a todos.

Novamente repleta do Espírito encoraja os aflitos seguidores,

A sair pelo mundo e, mais que levar o Amor,

Que mostrem o Amor, que vivam o Amor;

A nós pobres pecadores, se faz mãe amorosa que roga ao Filho,

Como se fosse possível,

Mais misericórdia aos aflitos derramar,

A nós só resta venerá-la com total devoção.

Nos mostra que é possível ao Amor acolher,

E ser por Ele acolhido,

Para isso basta abrir o coração,

Deixar o Amor  penetrar,

Para, como ela, evangelizar.

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Analise crítica sobre o livro: Relatos de um Peregrino Russo, por Bruno Redígolo

A busca por respostas diante das inquietações inerentes ao coração humano é uma aspiração que possivelmente não termina nem se esgota na imanência desta vida. É justamente este inquietante processo de busca que perpassa todo o livro, instrumento desta analise: Relatos de um peregrino russo.

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